Gastos com pets viram prioridade para tutores, aponta pesquisa

de Návio Leão

Um estudo do Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, revelou uma mudança clara no comportamento financeiro dos brasileiros. Segundo o levantamento, tutores passaram a priorizar gastos com animais de estimação em vez de despesas pessoais.

A pesquisa ouviu 1.618 tutores entre 27 de agosto e 8 de setembro de 2025. Além disso, o estudo analisou como esses custos impactam o planejamento doméstico.

Maioria coloca o pet à frente das próprias necessidades

De acordo com os dados, 52% dos entrevistados afirmaram que colocaram as necessidades do animal acima de gastos próprios. Ou seja, mais da metade prioriza o bem-estar do pet mesmo diante de outras despesas.

Além disso, 65% declararam que estão dispostos a investir o que for necessário para garantir qualidade de vida aos animais.

Entre os principais custos, aparecem alimentação de melhor qualidade, cuidados veterinários e produtos de higiene. Também entram na lista serviços especializados, que, por sua vez, ampliam o impacto no orçamento mensal.

Planejamento financeiro inclui despesas fixas

Ainda segundo a pesquisa, uma parcela significativa dos tutores destina uma fatia fixa da renda aos cuidados com os pets. Dessa forma, o gasto deixa de ser eventual e passa a fazer parte do planejamento financeiro da família.

Ao mesmo tempo, os dados indicam que cães e gatos são cada vez mais vistos como membros da família. Por isso, além do vínculo emocional, cresce também o compromisso financeiro.

Mudanças sociais explicam tendência

Para os pesquisadores, esse comportamento reflete transformações sociais mais amplas. Entre elas estão lares menores e o aumento do número de pessoas que vivem sozinhas.

Além disso, há uma busca maior por vínculos afetivos intensos. Nesse contexto, o pet assume papel central na rotina do tutor.

Assim, os animais influenciam decisões de consumo e reforçam a tendência de humanização dos pets no Brasil.

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