
A decisão do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), de deixar a corrida presidencial de 2026 mudou o cenário político nacional. Com isso, o movimento altera o equilíbrio da chamada “terceira via”. Além disso, a saída pressiona o partido a definir um novo rumo.
PSD passa a escolher entre dois projetos
Agora, com a saída de Ratinho Junior, o PSD perde um dos nomes considerados competitivos. Dessa forma, a legenda terá de optar entre dois caminhos distintos.
De um lado, surge uma alternativa mais à direita, liderada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Por outro lado, aparece uma linha mais próxima ao centro-esquerda, representada pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Assim, a decisão interna deve influenciar diretamente a estratégia eleitoral do partido para 2026.
Decisão foi calculada nos bastidores
Apesar disso, a saída não surpreendeu aliados próximos. Nos bastidores, a avaliação é de que Ratinho Junior adotou uma estratégia cautelosa.
Nesse sentido, o governador preferiu preservar capital político no Paraná. Ao mesmo tempo, evitou os riscos de uma disputa nacional ainda incerta.
Cenário no Paraná pesou na escolha
Além disso, o contexto eleitoral estadual teve peso na decisão. A filiação do senador Sergio Moro ao Partido Liberal aumentou a pressão sobre a sucessão no estado.
Por isso, Ratinho Junior optou por permanecer no Paraná. Com isso, mantém seu grupo político fortalecido. Consequentemente, preserva espaço para uma possível candidatura futura.


