Amado Batista entra na “lista suja” do trabalho escravo após denúncia em fazenda

de Návio Leão

O cantor Amado Batista entrou na chamada “lista suja” do trabalho escravo. O governo federal atualizou o cadastro na segunda-feira (6).

A lista reúne empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. Além disso, o documento é público e o Ministério do Trabalho e Emprego divulga a atualização duas vezes por ano.

Atualização inclui novos nomes

Nesta edição, o governo adicionou 169 empregadores. Assim, o número cresceu 6,28% em relação à última atualização.

Do total, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas. Entre os nomes, além do cantor, aparece a montadora chinesa BYD.

Com isso, a lista passa a reunir cerca de 613 empregadores.

Denúncia aponta condições precárias

Segundo a denúncia, a fazenda ligada ao cantor não oferecia estrutura básica. Por exemplo, trabalhadores não tinham camas nem local adequado para refeições.

Dessa forma, as condições configuram trabalho análogo à escravidão, conforme a legislação brasileira.

Cadastro expõe empregadores por até dois anos

O governo inclui os nomes após processo administrativo concluído. Ou seja, não há possibilidade de recurso nessa fase.

Depois disso, o empregador permanece na lista por dois anos. No entanto, ele só sai do cadastro se não tiver novos casos e regularizar a situação.

Setores com mais ocorrências

Nesta atualização, os setores com mais registros foram:

  • Serviços domésticos (23)
  • Criação de bovinos para corte (18)
  • Cultivo de café (12)
  • Construção de edifícios (10)
  • Preparação de terreno, cultivo e colheita (6)

Mais de 2 mil trabalhadores foram resgatados

Ao todo, os novos casos resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores. Ou seja, eles estavam em situação de exploração.

Além disso, o governo retirou 225 empregadores que cumpriram o prazo de dois anos no cadastro.

Estados com mais registros

Os casos ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 estados. Nesse sentido, Minas Gerais lidera com 35 registros. Em seguida, aparecem São Paulo (20) e Bahia (17).

Além disso, Paraíba (17) e Pernambuco (13) também concentram casos.

Na sequência, estão Goiás (10), Mato Grosso do Sul (10) e Rio Grande do Sul (9).

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