
Após dois anos de forte presença no futebol brasileiro, as casas de apostas começaram a reduzir investimentos. Em 2025, o setor injetou mais de R$ 1 bilhão em patrocínios na Série A.
Além disso, 18 dos 20 clubes do Brasileirão tinham uma bet como patrocinadora máster. Entre os principais contratos, destacaram-se Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras.
Clubes iniciam temporada sem patrocinador máster
No entanto, o cenário começou a mudar. Clubes como Bahia, Coritiba, Grêmio, Internacional, Santos e Vasco iniciaram a temporada sem parceiro principal.
Essa mudança ocorre após o fim de contratos com empresas do setor. Assim, o mercado já apresenta sinais de retração.
Nova regulamentação impacta o setor
O principal motivo é a nova regulamentação das apostas no Brasil. Desde janeiro de 2025, as empresas passaram a seguir regras mais rígidas.
Além disso, o governo instituiu tributação de 12% sobre a receita bruta. Com isso, as margens de lucro das empresas diminuíram.
Congresso analisa novas cobranças
Ao mesmo tempo, o Congresso discute a chamada Cide-Bets. A proposta prevê cobrança adicional de 15% sobre depósitos feitos pelos apostadores.
Caso avance, a medida pode reduzir ainda mais a capacidade de investimento das empresas no futebol.
Futuro ainda aponta protagonismo das bets
Apesar da retração no curto prazo, as casas de apostas devem continuar relevantes no esporte.
No entanto, esse cenário depende da aprovação de outro projeto no Senado, que propõe restringir a publicidade das bets nas camisas dos clubes.
Portanto, o mercado vive um momento de transição, com incertezas e possíveis mudanças estruturais.


