
A entrada do Hezbollah ampliou a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã e transformou o conflito em uma crise regional. Desde sábado (28), os ataques se intensificam e atingem novos países.
Nesta segunda-feira (2), Israel afirmou que seguirá “até o fim” para eliminar o que chama de ameaça existencial. Além disso, o país manteve bombardeios no Líbano, reforçou a fronteira norte e colocou o líder do Hezbollah como alvo prioritário.
Ao mesmo tempo, novos ataques atingiram o Irã. Segundo autoridades locais, o conflito já deixou 555 mortos. Assim, a guerra ganha proporções cada vez maiores.
Hezbollah ataca e Israel amplia resposta
Durante a madrugada, o Hezbollah lançou foguetes e drones contra o norte de Israel. Em seguida, o Exército israelense bombardeou diversas áreas do Líbano. Pelo menos 31 pessoas morreram.
Logo depois, Israel enviou reforços militares para o norte. No entanto, o governo descartou uma nova invasão terrestre.
O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, virou alvo direto. Já o porta-voz militar Effie Defrin declarou que a ofensiva continuará pelo tempo necessário.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra pode durar até quatro semanas caso o Irã não recue. Por outro lado, Teerã endureceu o discurso e iniciou movimentos internos para reorganizar sua liderança.
Conflito pressiona países do Golfo
Além de Israel e Líbano, o confronto atingiu o Golfo Pérsico. No Kuwait, autoridades orientaram moradores a permanecer em casa após ataques atribuídos ao Irã.
Ao mesmo tempo, uma refinaria próxima à capital registrou incêndio após a queda de destroços de um drone. Já na Arábia Saudita, drones miraram o complexo de Ras Tanura. Embora as forças locais tenham interceptado os equipamentos, os destroços provocaram fogo e interromperam a produção de 550 mil barris por dia.
Também houve explosões em Doha, Abu Dhabi e Dubai. Como resultado, o mercado reagiu rapidamente e elevou o preço do petróleo Brent.
Além disso, confrontos navais praticamente interromperam o tráfego no Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Portanto, o impacto econômico já preocupa governos e investidores.
Mediterrâneo entra no radar
O conflito também alcançou o Mediterrâneo. Um drone iraniano atingiu a base britânica de Akrotiri, em Chipre. Apesar do impacto, ninguém ficou ferido.
Em seguida, o Reino Unido mobilizou caças para proteger sua base no Qatar. As aeronaves abateram drones que se aproximavam da região.
Crescem críticas internacionais
Por fim, a guerra enfrenta críticas no cenário internacional. O governo americano não buscou autorização formal do Congresso antes de iniciar a ofensiva.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores da França e a Agência Internacional de Energia Atômica defenderam debate prévio sobre qualquer ataque ao Irã. Segundo os órgãos, a escalada amplia riscos globais.
Dessa forma, o conflito avança em múltiplas frentes e aumenta a instabilidade no Oriente Médio.
Fonte: Igor Gielow/Folhapress


