
O número de brasileiros que pediram demissão por vontade própria atingiu o maior nível da série histórica. Segundo os dados, entre maio de 2025 e abril de 2026, 9,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada deixaram seus empregos por iniciativa própria. Além disso, esse é o maior volume registrado desde o início da série histórica, em 2004.
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho brasileiro vive um cenário favorável. No mesmo período, a taxa de desemprego caiu para 5,8%, a menor já registrada. Com isso, muitos profissionais passaram a buscar empregos com melhores salários, benefícios e condições de trabalho.
Por esse motivo, a rotatividade da mão de obra também aumentou. De acordo com o levantamento, a taxa chegou a 52,6%, outro recorde histórico. Na prática, isso significa que mais da metade dos trabalhadores formais mudou de empresa em apenas um ano.
Enquanto isso, a tendência também aparece em outros países. Segundo pesquisas internacionais, apenas 20% dos trabalhadores se consideram engajados em suas funções. Já os outros 80% fazem apenas o necessário ou procuram uma nova oportunidade de emprego.
Como consequência, a baixa produtividade e a alta rotatividade afetam a economia global. Além disso, estimativas apontam perdas de cerca de US$ 10 trilhões em produtividade. Ou seja, o prejuízo representa aproximadamente 9% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Fonte: The News.


