
Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão e deixou ao menos 13 mortos e cerca de 50 feridos. O epicentro ocorreu na ilha de Kyushu, na província de Kumamoto. Além disso, mais de 60 tremores secundários foram registrados nas horas seguintes, aumentando a preocupação das autoridades.
Os abalos também atingiram cidades como Nagasaki, Kagoshima e Fukuoka. A força do terremoto foi tão intensa que moradores da Coreia do Sul também relataram ter sentido os tremores.
Explosão em shopping agrava os danos
Entre os incidentes mais graves, um shopping na cidade de Kashima sofreu um desabamento parcial. Pouco tempo depois, uma forte explosão atingiu o local. Agora, as autoridades investigam se um vazamento de gás provocou o acidente. Equipes de emergência trabalham para localizar desaparecidos, prestar atendimento aos feridos e avaliar os danos causados pelo terremoto.
Alerta de tsunami mobilizou milhares de moradores
Logo após o terremoto, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta para ondas de até um metro de altura. No entanto, os especialistas cancelaram o aviso cerca de duas horas depois. Aproximadamente 300 mil pessoas receberam orientação para deixar suas casas e seguir para centros temporários de acolhimento. Dessa forma, o governo buscou reduzir os riscos enquanto monitorava a situação.
Autoridades reforçam operações de resgate
Por causa da magnitude do terremoto e da baixa profundidade do epicentro, especialistas alertaram para a possibilidade de novos tremores fortes nos próximos dias. Por isso, o governo japonês mantém equipes em estado de alerta.
A primeira-ministra Sanae Takaichi informou que o governo mobilizou cerca de 3,6 mil integrantes das Forças de Autodefesa para auxiliar nas operações de resgate. Além disso, 20 aeronaves militares sobrevoam as áreas atingidas para identificar os principais danos e orientar as ações das equipes.
Japão está entre as regiões mais sísmicas do mundo
O Japão registra terremotos com frequência porque está localizado no Anel de Fogo do Pacífico, região onde diversas placas tectônicas se encontram. Como consequência, o país concentra cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior registrados em todo o mundo.
As autoridades seguem monitorando a atividade sísmica e orientam a população a permanecer atenta às recomendações oficiais diante da possibilidade de novos abalos.
Fonte: The News


