Vacina contra crack e cocaína deve começar testes em humanos

de Návio Leão

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram uma vacina contra o crack e a cocaína. O imunizante, chamado até o momento de Calixcoca, está na fase final antes do início dos testes em humanos.

Os estudos indicam alta expectativa de sucesso. Além disso, a equipe científica já concluiu etapas importantes em laboratório.

Como a vacina deve agir no organismo

Segundo os pesquisadores, a vacina não impede o consumo da droga. No entanto, ela atua no bloqueio do efeito de prazer causado pelas substâncias.

O imunizante estimula a produção de anticorpos. Dessa forma, esses anticorpos impedem que a cocaína e o crack cheguem ao cérebro. Consequentemente, a droga deixa de provocar os efeitos psicoativos.

Possível avanço no combate à dependência química

A Calixcoca pode representar um avanço no tratamento da dependência química. Atualmente, não existe medicamento específico aprovado para tratar a dependência de cocaína e crack.

Hoje, os tratamentos disponíveis se baseiam em acompanhamento psicológico e no uso de medicamentos que aliviam sintomas da abstinência. Portanto, a vacina surge como uma alternativa promissora no enfrentamento ao problema.

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