Custos da construção em Goiás sobem com impactos da guerra no Oriente Médio

de Návio Leão

Os reflexos dos conflitos no Oriente Médio já atingem a economia goiana. O setor da construção civil sente os efeitos diretos da crise. O aumento no custo do frete e dos combustíveis elevou o preço de materiais essenciais.

Como consequência, obras em andamento e novos projetos sofreram impacto em todo o estado.

Alta do diesel pressiona logística

O encarecimento do diesel pesou no transporte rodoviário, principal meio logístico em Goiás. Dessa forma, toda a cadeia produtiva foi afetada.

O frete mais caro elevou o valor dos insumos. Além disso, reduziu a margem de negociação das empresas.

Materiais ligados ao petróleo ficam mais caros

Produtos como PVC, tintas, solventes e mantas impermeabilizantes registraram alta. A dependência desses insumos, ligados ao petróleo, intensificou os efeitos da crise internacional.

Com isso, o custo das obras aumentou de forma significativa.

INCC acumula alta no início de 2026

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acumulou alta de 1,77% no primeiro trimestre de 2026.

Em Goiás, o impacto foi ainda maior. Isso ocorre devido à forte dependência do transporte rodoviário, que amplia os efeitos da alta dos combustíveis.

Falta de mão de obra agrava cenário

Além do combustível caro, o setor enfrenta escassez de mão de obra. A falta de motoristas e ajudantes aumentou a pressão sobre a logística.

Como resultado, o custo operacional das empresas também subiu.

Instabilidade internacional afeta insumos

A instabilidade em países como Turquia e Irã afetou o fornecimento de aço e materiais de acabamento. O impacto atinge, principalmente, empreendimentos de alto padrão.

Isso ocorre porque esses projetos dependem de insumos importados.

Empresas adotam estratégias para conter impactos

Diante do cenário, empresários passaram a antecipar compras e reforçar estoques. A estratégia busca evitar desabastecimento.

Além disso, tenta reduzir o repasse imediato dos aumentos ao consumidor final.

Setor ainda projeta crescimento

Apesar das dificuldades, a construção civil mantém projeção de crescimento em 2026. A estimativa aponta avanço de cerca de 2%.

No entanto, o setor exige planejamento rigoroso e controle de custos diante da instabilidade internacional.

Fonte: DM GO

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