
Conseguir o primeiro emprego tornou-se um dos maiores desafios da economia mundial. Em diversos países, a criação de vagas formais já não acompanha a entrada de novos trabalhadores no mercado. Além disso, as empresas aumentaram as exigências para contratação, enquanto a desaceleração econômica reduziu o ritmo das admissões.
Como consequência, o desemprego entre jovens continua em alta. Esse cenário já provoca impactos sociais e econômicos. Afinal, além de dificultar a independência financeira dessa parcela da população, ele reduz o consumo, afeta a produtividade e interfere no planejamento de longo prazo das empresas.
De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da União Europeia e de governos nacionais, a taxa de desemprego entre jovens permanece bem acima da média geral de desocupação. Esse quadro se repete na maior parte das grandes economias.
Especialistas afirmam que a inteligência artificial acelerou mudanças no perfil das vagas e aumentou a demanda por novas habilidades. No entanto, o principal motivo para o avanço do desemprego juvenil continua sendo o baixo dinamismo da economia. Com menos investimentos e crescimento mais lento, a geração de empregos não consegue acompanhar a entrada de novos trabalhadores no mercado.


