
O Grupo Gennius, responsável pelas marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall, entrou com pedido de recuperação judicial e declarou uma dívida de R$ 265 milhões.
A companhia atua no Brasil há quase 40 anos. O processo envolve apenas as lojas próprias do grupo. As unidades franqueadas ficam fora da recuperação judicial e seguem funcionando normalmente.
Segundo a empresa, a crise é resultado principalmente da queda no movimento das lojas, da pressão do delivery sobre o caixa e do aumento do endividamento. Além disso, as altas taxas de juros elevaram o custo das dívidas e dificultaram a recuperação financeira.
O Habib’s, porém, não é o único grande grupo a recorrer a mecanismos de recuperação financeira. Nos últimos meses, outras empresas também apresentaram pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial:
- Grupo Pão de Açúcar: R$ 4,5 bilhões em renegociação, em março;
- Grupo Toky: mais de R$ 1 bilhão em dívidas, em junho;
- Oncoclínicas: cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas, em julho;
- Raízen: R$ 61,4 bilhões em dívidas, em julho;
- Braskem: R$ 56 bilhões em dívidas, em agosto;
- Casas Bahia: R$ 17,3 bilhões em dívidas, em agosto;
- Marabraz: R$ 140 milhões em dívidas, em agosto.
Apesar das diferenças entre os casos, o cenário tem um ponto em comum: o impacto das altas taxas de juros sobre empresas que dependem de crédito para manter as operações, investir e crescer.
Com o custo do dinheiro elevado por um período prolongado, companhias endividadas enfrentam mais dificuldades para reorganizar o caixa e cumprir seus compromissos financeiros.


