Pesquisa Quaest aponta Lula à frente da corrida eleitoral e mostra avanço entre eleitores independentes

de Návio Leão

Uma nova pesquisa Genial/Quaest mostra mudanças no cenário da disputa pela Presidência da República. O levantamento indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a registrar aprovação superior à desaprovação pela primeira vez desde dezembro de 2024.

Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados aprovam o governo Lula, enquanto 47% desaprovam a gestão. O avanço ocorre principalmente entre os eleitores independentes, grupo considerado estratégico para o resultado das eleições.

De acordo com a análise do instituto, um dos fatores que pode ter contribuído para a melhora na avaliação do presidente foi o anúncio de medidas econômicas com custo estimado em mais de R$ 180 bilhões. Entre elas estão o programa Desenrola, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a oferta de crédito subsidiado para motoristas de aplicativo e taxistas.

Intenção de voto

No cenário de primeiro turno, Lula aparece na liderança com 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 28%.

Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois, o levantamento aponta Lula com 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro.

Impacto de investigações e mudanças no eleitorado

A pesquisa também foi a primeira realizada após a operação envolvendo o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner, investigado sob acusação de ter recebido propina para atuar em favor do Banco Master no Congresso Nacional.

Entre os entrevistados, 54% afirmaram não ter conhecimento do caso. Já 61% consideram que, caso as acusações sejam confirmadas, Jaques Wagner agiu de forma errada.

O levantamento ainda aponta mudanças no apoio ao senador Flávio Bolsonaro. Entre eleitores de direita não bolsonaristas, a intenção de voto no parlamentar caiu de 90% em abril para 74%. Já entre os eleitores bolsonaristas, o índice passou de 97% em junho para 91%.

Segundo a pesquisa, a repercussão de uma polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro também pode ter influenciado a percepção do eleitorado independente. O percentual de entrevistados que considera o senador o integrante mais moderado da família Bolsonaro caiu de 33% para 29%.

Fonte: Genial/Quaest

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