Justiça derruba norma que reconhecia harmonização facial como especialidade odontológica

de Návio Leão

A Justiça Federal anulou a resolução do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que reconhecia a Harmonização Orofacial como especialidade odontológica. Com isso, dentistas não poderão mais realizar procedimentos estéticos faciais com base nessa norma.

A decisão foi tomada pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O tribunal entendeu que o CFO ultrapassou sua competência ao ampliar a atuação dos cirurgiões-dentistas por meio de resolução. <Cite ref=turn0search23/>

Crescimento acelerado da especialidade

Nos últimos anos, a Harmonização Orofacial registrou forte crescimento no Brasil. Em 2021, o país tinha 908 dentistas especialistas na área. Já em 2024, esse número chegou a 4.012 profissionais registrados.

Portanto, o total de especialistas aumentou 341% em apenas três anos. O avanço transformou a harmonização em uma das áreas de maior expansão dentro da Odontologia.

O que muda agora?

A resolução anulada permitia que dentistas realizassem procedimentos como aplicação de toxina botulínica, preenchimentos faciais e outros tratamentos estéticos. Agora, essa autorização perde validade com a decisão judicial. <Cite ref=turn0search24/>

No entanto, a mudança ainda não entra em vigor de forma imediata. Isso porque o acórdão precisa ser publicado para produzir efeitos legais. Até lá, a resolução continua válida.

CFO vai recorrer da decisão

O Conselho Federal de Odontologia informou que recorrerá da decisão. Além disso, orientou os profissionais a manterem os atendimentos de harmonização facial enquanto a disputa judicial continua. <Cite ref=turn0search12/> Enquanto isso, o processo segue em tramitação e poderá ter novos desdobramentos nos próximos meses.

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