
A morte do cantor Rick foi confirmada hoje. Rick, que ao lado de Renner fez a alegria de tanta gente, deixa um vazio enorme num segmento musical que ele ajudou a consolidar: o sertanejo moderno.
Os mais antigos em Catalão se lembram dele aqui nos anos 80, quando a dupla ainda era Rick e Rey. Depois veio a dupla com Renner e a explosão para todo o país. Tive a oportunidade, dada pelo ex-prefeito Zé Antônio, de Campo Alegre, de cobrir o último show deles na cidade.
O show, marcado fora da cidade, uma vez que iriam inaugurar uma rodovia, quando cheguei pensei: não vem ninguém aqui. Para minha surpresa, foi um dos maiores shows que vi naquela cidade. Quem foi lá, na saída para Ipameri, se lembra do mar de gente que foi. Rick, muito simpático, me recebeu antes do show muito educadamente, assim como seu parceiro Renner, que hoje deve estar inconsolável.
Rick era produtor. Gino e Geno que o diga. Essa dupla tão querida só conheceu o sucesso de verdade depois que Rick os produziu. Era compositor de mão cheia. E lá em Campo Alegre, ao vivo, que pude ver o tanto de música que ele compôs e que foi sucesso com outras duplas Brasil afora.
Que fique o registro: o Brasil perdeu hoje um dos grandes mestres na arte de compor. A sua sensibilidade natural era o que o diferenciava. A prova maior disso foi a homenagem que fez para sua filha em 2001. Há 25 anos, não há festa de 15 anos que não se toque ou que se tenha vontade de tocar a música composta por ele. Um hino de amor e a tradução perfeita de um pai para sua filha que chega a esta idade mágica.
Orações aos familiares de Rick e dos outros falecidos hoje.


