
O Partido Democrata conquistou o controle das duas casas do Congresso dos Estados Unidos nas eleições legislativas de meio de mandato, realizadas nesta terça-feira (3). O resultado representa uma derrota política para o presidente Donald Trump, do Partido Republicano, que perde a maioria parlamentar durante a segunda metade de seu mandato.
As eleições, conhecidas como midterms, renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e parte do Senado. A votação deste ano provocou mudanças importantes no equilíbrio de forças em Washington, com os democratas conquistando espaço em estados tradicionalmente republicanos.
No Senado, os democratas alcançaram 54 das 100 cadeiras, contra 44 dos republicanos. Duas disputas ainda aguardavam definição na atualização dos resultados. Para controlar a Casa, são necessários pelo menos 51 votos, considerando a composição partidária. Entre as principais conquistas democratas estão sete vitórias em disputas que estavam sob controle republicano, incluindo estados como Texas, Iowa, Kansas, Ohio, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Maine.
Na Câmara dos Representantes, os democratas também garantiram a maioria. Até a última atualização, o partido contabilizava 228 cadeiras, enquanto os republicanos tinham 139. Outras 68 disputas ainda aguardavam a conclusão da apuração. Os números indicavam uma vantagem superior ao mínimo de 218 assentos necessários para conquistar a maioria absoluta na Câmara.
Como fica a composição do Congresso?
O Congresso americano é formado por duas casas: o Senado e a Câmara dos Representantes. Na Câmara, todas as 435 cadeiras são disputadas a cada dois anos. Já no Senado, que possui 100 integrantes com mandatos de seis anos, aproximadamente um terço das vagas é renovado a cada eleição de meio de mandato.
Em 2026, 35 cadeiras do Senado estavam em disputa. A conquista das duas casas pelos democratas altera a distribuição de poder no Legislativo americano.
O que muda para Donald Trump?
Com a maioria democrata nas duas casas, Trump terá mais dificuldades para aprovar projetos e avançar com sua agenda legislativa. O novo cenário também amplia o poder de fiscalização da oposição sobre o governo. Os democratas poderão intensificar investigações sobre a administração presidencial, além de exercer maior influência na análise de propostas e na tramitação de projetos.
A mudança representa um revés para o presidente, que perde o apoio majoritário que os republicanos mantinham no Congresso. As eleições de meio de mandato costumam funcionar como um termômetro da avaliação popular sobre o governo em exercício. Neste pleito, os democratas avançaram inclusive em regiões que haviam apoiado Trump na eleição presidencial de 2024.
Apesar da vitória, a nova composição do Congresso não assume imediatamente. Os parlamentares eleitos iniciarão seus mandatos em 3 de janeiro de 2027, quando começa a nova legislatura.
Com o resultado, os democratas passam a ter condições de exercer maior controle sobre as decisões legislativas e a fiscalização do governo federal nos próximos dois anos.
Fonte: G1.


