
O endividamento das famílias brasileiras permaneceu estável em abril, segundo dados do Banco Central. O índice ficou em 49,8%, o mesmo registrado em março. Em comparação com abril do ano passado, o percentual aumentou 0,9 ponto percentual.
Além disso, o comprometimento da renda das famílias com dívidas também não mudou. O indicador permaneceu em 28,2%. No entanto, em 12 meses, ele cresceu 1,1 ponto percentual.
Inadimplência aumenta
Enquanto o endividamento se manteve estável, a inadimplência voltou a crescer. Em maio, a taxa da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional chegou a 4,7%. O resultado representa alta de 0,1 ponto percentual em relação a abril e de 1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre as empresas, a inadimplência atingiu 3,2%. Já entre as famílias, o índice chegou a 5,6%. Com isso, mais brasileiros enfrentam dificuldades para manter os pagamentos em dia.
Da mesma forma, a inadimplência no crédito com recursos livres também avançou. A taxa subiu para 6,2%, após alta de 0,1 ponto percentual no mês.
Além disso, o crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 21,5 trilhões em maio. O valor corresponde a 164,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o Banco Central, o crescimento ocorreu por causa da alta nos títulos públicos e dos empréstimos externos.
Juros do cartão continuam elevados
Os juros do cartão de crédito também cresceram em maio. A taxa do crédito rotativo subiu 7,9 pontos percentuais e chegou a 439,9% ao ano.
Além disso, os juros do cartão parcelado avançaram para 189,6% ao ano. Ao mesmo tempo, a taxa média total do cartão atingiu 96,6% ao ano.
Diante desse cenário, especialistas recomendam atenção ao uso do crédito. Assim, o consumidor pode evitar o aumento das dívidas e reduzir o risco de inadimplência.


