El Niño ameaça produção agrícola em Goiás e pode provocar alta no preço dos alimentos

de Návio Leão

O avanço do fenômeno El Niño pode provocar novos impactos na produção agrícola em Goiás e elevar o preço dos alimentos nos próximos meses. O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial altera os padrões de temperatura e chuva em diversas regiões do planeta e, no estado, tende a intensificar os efeitos da estiagem sobre as lavouras.

Mesmo antes da intensificação prevista para julho, a redução das chuvas ao longo do primeiro semestre já trouxe reflexos para o mercado hortifrutigranjeiro. Segundo dados da Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO), legumes, verduras e frutas registraram aumento de preços entre maio e junho, pressionando o orçamento dos consumidores.

Hortaliças estão entre as mais afetadas

As hortaliças que dependem de irrigação constante estão entre as culturas mais vulneráveis à falta de chuva. Entre elas, estão alface, pimentão, pepino, vagem e chuchu. De acordo com a Ceasa-GO, esses produtos já apresentaram reajustes expressivos em junho e podem ficar ainda mais caros caso a estiagem se prolongue.

O pimentão foi um dos itens que mais subiram de preço, acumulando alta de 40% no período. Além disso, a cebola registrou aumento de 33,34%, enquanto a vagem ficou 20% mais cara. a abóbora japonesa (kabotiá) apresentou reajuste de 12,5%.

Frutas também registram aumento

As frutas também sofreram os efeitos das condições climáticas. Conforme o levantamento da Ceasa-GO, a banana-maçã apresentou uma das maiores variações de preço, com alta de 53,85% em relação ao mês anterior.

Além da banana-maçã, o mamão registrou valorização de 52%. Ao todo, pelo menos 11 produtos apresentaram reajustes entre maio e junho, o que deve impactar diretamente o orçamento das famílias goianas.

Tendência é de novos reajustes

Especialistas alertam que, caso o El Niño intensifique a estiagem em Goiás, novos aumentos poderão ser registrados nas próximas semanas. Dessa forma, produtores podem enfrentar dificuldades na manutenção das lavouras, enquanto consumidores devem sentir os efeitos da menor oferta de alimentos nas feiras e supermercados.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário